SÃO FRANCISCO E A CODORNA

|SÃO FRANCISCO

São Francisco e seu bondinho são unanimidade e Nelson Rodrigues que me desculpe, mas todo mundo que ama essa cidade está coberto de razão.

Seja pela arquitetura, pela paisagem ou pela simpatia arrebatadora dos locais, você vai terminar apaixonado e provavelmente usando flores na sua camisa, como manda a música.

Depois de alguns dias por aqui, você começa a colar o rosto nas vitrines das imobiliárias para ver quais órgãos precisa vender para comprar uma casa e nunca mais ir embora. Eu precisaria me desfazer do coração e pulmões. Como não me pareceu um bom negócio, achei melhor aproveitar as atrações no tempo que me restava. Vamos a elas:

  • Alcatraz – não me orgulho da minha obsessão por visitas a cadeias, mas essa ilha precisa ser vista. O farol e a reserva natural de pássaros são graciosos, mas são as histórias da prisão dos detentos mais perigosos dos país que nos levam até ali. No final você se sente bem próximo a Al Capone. Quase um tio.
  • GoCar – não faz o menor sentido alugar um carro em São Francisco – como não faz em nenhuma grande cidade com transporte público digno, mas um passeio com esse mini carro diverte muito. Eles são programados para seguir um itinerário e é uma forma eficiente de conhecer a cidade. Descer a Lombard Street  de GoCar é bem engraçado. Não recomendo fotos com o capacete. Ficam péssimas!
  • Golden Gate Park – de longe, o parque mais bonito que conheço. Como é imenso, vale alugar uma bicicleta em frente ao portão 6. Não deixe de ir ao Conservatório das Flores, Academia de Ciências da Califórnia e De Young Museum. Na minha breve temporada em São Francisco, fui ao parque três ou quatro vezes. Tentar ver tudo numa tacada é bobagem! E não perca nenhuma oportunidade de olhar a ponte mais bonita da História e a preferida dos suicidas.
  • Grace Cathedral – essa igreja do final do século XIX não é especial apenas pelos seus vitrais e pelo seu famoso labirinto. A paróquia episcopal é aberta ao diálogo e recebe bem gente de qualquer credo. O clima de inovação é palpável e até criaturas pagãs como eu se sentem acolhidas.
  • Haight Street –  a rua é pitoresca, com muitas lojas legais, mas não revoluciona a vida de ninguém.
  • Muir Woods – você precisa de um carro pra chegar até aqui. Pra quem não sabe fazer ligação direta, é melhor alugar. O parque das árvores gigantes é emocionante e dá vontade de entrar pro Greenpeace. Achei melhor esperar essa vontade passar, mas cada um sabe de si.
  • Pier 39 – é bem cafona, mas não há o que eu não faça por leões marinhos jogados ao sol.

Para não dizer que tudo é alegria, conto defeitos, fáceis de serem relevados, mas ainda assim, defeitos:

  • Por questões geo climáticas que desconheço, aqui é sempre meio frio. Mesmo no auge do verão, bate um vento que gela as orelhas.
  • O detestável last call vigora com força por essas bandas. Assim, às 1:30, quando você está começando a se divertir, um sino te avisa que a festa acabou e você é expulso do bar. As boates continuam abertas, mas não se pode mais vender cachaça. É possível que essa lei salve vidas, evite crimes e ainda purifique a alma. Ainda assim, acho um saco.
  • Não conheço a legislação local, mas o fato é que a polícia daqui lida de forma pacífica com moradores de rua. Eles estão por toda parte, gostam de usar carrinhos de supermercado e não raro, falam sozinhos. Dá um cadinho de medo na calada na noite, mas a convivência corre em harmonia.



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