O Ovo de Codorna nasceu da indignação. Um ex-namorado pediu ajuda no planejamento da lua de mel. Por mais que eu seja altruísta, generosa e boa de coração, era um abuso. Se era pra ajudar ex-namorado, melhor criar um site, formalizar a história e evitar o constrangimento de perguntar se a Antônia prefere praia ou montanha.

Não me explicaram antes, mas sem fotos, um site parece uma tediosa monografia, mesmo que os seus pais digam que ficou ótimo. Foi assim que a Joana França, minha fotógrafa preferida, se tornou minha dupla depois de súplicas, humilhação e um penne com cogumelos que nem ficou tão bom, mas ela gostou muito.

Outra coisa que não te contam é que alguém precisa ter uma visão estratégica e comercial. Eu e a Joana somos do grupo que trocaria uma fazenda por um espelho. Porque no fim das contas o espelho brilha e quem pode resistir? O Cristiano Pio de Almeida apareceu um ano depois, contando como tinha criado alguns dos nossos sites favoritos. Ele era exatamente o que faltava e Deus sabe o esforço que fizemos pra não agarrar suas pernas e pedir fidelidade eterna.

Cada um da sua maneira, viemos ao mundo a passeio. E se a gente se aplica e tem um comportamento exemplar no horário comercial, no primeiro instante livre a única ordem é se divertir. Mais ou menos que nem toda a humanidade, mas a gente tem um encanto pelo novo e saí por aí pra descobrir gostos, cheiros, cores e pessoas que abalem todas as nossas certezas e evidenciem que a gente não sabia nada até então. Como as grandes – e mínimas – descobertas precisam ser divididas para terem graça, a gente conta pra vocês e pra detestável Antônia, que cá entre nós, tem bafo.

Valentina




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