Minha primeira vez em Nova York foi quando fazia intercâmbio em Toronto. Fui de ônibus, com uma companhia chinesa que levava as pessoas pros cassinos de Niagara Falls. A gente passava o dia nessa cidade, que é das mais deprimentes que conheço, e seguia com outros asiáticos envolvidos com jogo pra Manhattan. No nosso albergue, ficamos trancadas no quarto e tivemos que sair pela janela, truque que uso sempre que posso! Um pouco mais desagradável foi quando ardilosos filhotes de camundongo comeram nossos chocolates. Pelo menos as dentadas eram miúdas. Quando entrei o ônibus da volta, desmaiei com 40 graus de febre e pedi perdão pra vizinha de banco que teve que aguentar minha cabeça tombada sobre seu ombro. Nada disso foi capaz de conter  o amor imenso que nasceu nessa viagem. De lá pra cá se passou quase uma encarnação e além de voltar em todas as oportunidades que tive, por sorte, morei  um ano estudando aqui. Foi nessa temporada, em 2011, que conheci a Joana França, fotógrafa das mais talentosas, que divide comigo a autoria do site. Aqui estão nossos programas favoritos, com combinações que divertem muito. Desde, então, cumpri minha promessa e voltei a cada seis meses. Continuamos atentas e astutas, pra saber o que tem de novo e o que deixou de valer à pena. Aqui, algumas especificidades da cidade:

  • Antes de viajar, baixe alguns aplicativos que vão tornar sua vida mais fácil: Yelp (reviews sobre qualquer lugar), Time Out (tudo), Stubhub (ingressos), Open Table (reservas) e Uber (taxi). Se quiser ficar livre do seu telefone, veja no computador mesmo.
  • Na dúvida, reserve tudo. Até a sorveteria.
  • Não importa quão velho você é,  ninguém entra no pior dos bares sem documento. Ser barrado acaba com a euforia de qualquer um e atrapalha toda a patota que está com você. Poucas coisas me irritam mais do que desistir de um programa porque algum palerma esqueceu a identidade.
  • Quem te dá um copo d’agua espera uma gorjeta de 20% e a turma lida terrivelmente mal com frustração. Já fui perseguida na rua e escurraçada de um taxi. Constrangedor. Desnecessário. Seja generoso e não se aborreça.
  • É mentira que a cidade nunca dorme. Às quatro, as luzes se apagam.



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