NOSSO QUINTAL

| PRAIAS E RESTAURANTES

A praia, no Rio de Janeiro, é uma instituição social. É obrigação, é um ponto de encontro, é onde se sabe das coisas, se pratica esporte, se mostra, toma cerveja, se diverte. Até mesmo onde vestibulando estudam para as provas durante a semana – no verão ou no inverno, por menos sentido que faça essa expressão por aqui. Ninguém tem medo de vento ou de nuvem e os calçadões estão sempre lotados a qualquer hora e em qualquer época do ano. Melhor de tudo, as praias cariocas têm personalidade, histórias e mitologias.

Leme – quase sempre é a mais limpa da Orla. O fato de não ser um bairro de passagem faz desse cantinho mais vazio do que os outros e apesar de ter apenas um quilometro de extensão, tem uma enorme concentração de restaurantes gostosos. Depois da praia, experimente comer na Marius ou na Marius Crustáceos (se estiver sobrando dinheiro), no Da Brambini (nunca terá erro), no Shirley (não se engane com a cara de boteco português, é o melhor peixe da cidade) ou no D’Amici (se quiser tomar um banho e botar uma roupa decente antes).

Copacabana – É o mundo. Sugiro passeio no calçadão até a colônia de pescadores do Posto 6, com um chá ou coisa que o valha – não é pra comer, tá? – na confeitaria Colombo do Forte,  Infelizmente sobrou pouco do tempo da Bossa Nova, mas continua sendo o cartão postal do Rio e arrancando suspiros de qualquer um. Para mergulho, não é o melhor lugar, mas pode ir sem medo. Ninguém sairá brilhando de radioatividade, ou com um terceiro braço querendo despontar.

Arpoador – Paraíso dos surfistas e símbolo do verão carioca. Na Praia do Diabo – uma faixinha pequena de areia que fica do lado esquerdo da grande pedra-  é o único trecho da orla da Zona Sul onde é permitido levar cachorros. O Azul Marinho é o restaurante solitário dali , polêmico, mas bem bom para vinho branco gelado e comidinhas.

Ipanema –  aqui nasceu a tradição de bater palmas para o pôr do sol. Pudera. Mais ou menos na mesma época, surgiu também a do assovio. Desde os anos 1970,  mantém-se o hábito de assoviar quando os policiais descem à areia para procurar a turma maconheira. Ao longo de sua extensão, do posto 8 ao posto 10, há tantos points, que parece uma grande boite. Na altura da Rua Farme de Amoedo, é o point gay. Da Joana Angélica ao conhecido “coqueirão” (sim, apenas um coqueiro alto) é a lotação máxima, cheia de gente cool de todos os tipos, vendo e sendo vista. Depois daí estão os hipsters, daquele tipo tão cool que não pode ir no mesmo lugar do povo que se acha cool.

Leblon – A nova onda do momento é ir à praia no Leblon, o que confesso não entender muito. Para mim, é uma praia suja e meio sem graça. Mas muito bem freqüentada, é verdade. O bom daí é que famílias se misturam a gente bonita de todo tipo – dos esportes à simples pose – e mesmo assim a praia não fica na mesma lotação que a vizinha Ipanema – onde é impossível caminhar pelas areias no fim de semana. O melhor daí, é sair da praia de tomar um açaí no BB Lanches, uma caipirinha e bolinho de camarão no Jobi, todas as frituras do mundo e muito chope no Bracarense, ou, num clima mais saudável, entregar-se ao buffet vegetariano do Vegetariano Social Clube.

Grumari – Além túnel, depois de subir e descer algumas colinas, chega-se a Grumari, onde ainda há tatuís e águas-vivas. Curta uma praia linda, longa e vazia, com água limpíssima e depois siga para o melhor almoço da sua vida, em Barra de Guaratiba. No meio do que parece ser uma roça, existem vários restaurantes chamados Tia alguma coisa. Indico a Tia Penha e o seu pastel de siri e de camarão. As Guaratibas, Barra e Pedra, são colônias de pescadores e por isso os peixes  e frutos do mar  parecem chegar vivos ao prato.




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