O MAM sempre esteve confortável na posição de museu mais bonito da cidade. O MAR chegou pra incomodar, mas a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar criam um fundo de tela difícil de de derrubar.

Como já está claro, a minha preguiça descomunal acha que uma só atividade não justifica a saída de casa. Por isso, qualquer exposição é melhor apreciada se combinada com um almoço no Laguiole, o restaurante do museu e regido pelo chef Ricardo Lapeyre.

Tudo começa pelos canapés que são uma homenagem ao Miró e ao nosso paladar. Crostini de rosbife, petit fours de grana padano com salmão defumado, quibinho de cordeiro e gaspacho de tomate. Não se tratam de sabores inusitados, mas de casamentos que destacam o que cada um tem de melhor. Mais ou menos como nas relações humanas bem sucedidas, mas um pouco mais fácil de reproduzir.

Eles são generosos e quando uma lágrima de ganância gastronômica ameaçou cair, ganhamos um repeteco dos favoritos. É possível que o vinho tenha aumentado o nosso entusiasmo, mas não vamos supervalorizá-lo. Pedimos de entradas as vieiras em duas texturas e o carpaccio cortado na ponta da faca. Em seguida, teve cavaquinha com risoto de quinoa real, gelatina de limão e beurre blanc e um tournedor Rossini que é de longe o melhor que comi.

No final já chamávamos todo mundo pelo nome, esbaldadas nos queijos e na Montagem Fein Gold – uma diabólica combinação de ganache de chocolate com cumaru e mousse de maracujá – e no vinho de sobremesa. Saímos de lá com o maior dos sorrisos e, nos refestelamos nos jardins, agradecendo ao Reidy por tudo.




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