O Upper East é a maior concentração de bons museus que tenho notícias. Respirar por ali já faz de você uma pessoa melhor. Aqui eles estão juntos pela localização, mas não há nada que eu recomende menos do que visitar mais de um por dia. Acredito que boa parte das pessoas que não gosta de museu é traumatizada por peregrinações desagradáveis a que foram submetidas por alguém um bocado perverso e desprovido de bom senso.

Frick Collection – a coleção é sensacional e a mansão não fica atrás. Dá um pouco de pena porque, pobre, Frick mal pode desfrutar do seu latifúndio na 5ª Avenida. Morreu antes da obra ficar pronta.

Guggenheim – gosto mais do edifício do que do acervo deles, mas alguma das exposições temporárias merecerá sua atenção.

Metropolitan – o rei dos museus é meu favorito, mas também o que mais desperta angústia. Doses homeopáticas e uma taça de vinho branco no terraço são o segredo para não enlouquecer e aproveitar.

Neue Galerie – o acervo é bom e muitas vezes as exposições temporárias, ainda melhores. Chegue no final do dia e pegue o concerto do Café Sabarsky. A torta de chocolate com damasco é um pouco seca, mas tem  grande valor.

Park Avenue Armory – o prédio é bonito e eles sempre têm alguma coisa fantástica acontecendo por lá. De Shakespeare a instalações.

Whitney Museum – uma gente rica, ousada e de bom gosto. Muito nu frontal.

Passeios culturais dão fome. Dois lugares são perfeitos para ficar à toa, depois de tantos corredores:

Alice’s tea cup – é o chá da rainha, mas não saberia definir qual delas, porque o Lewis Carroll me confunde. O lugar é adorável, a louça é linda e as comidinhas são deliciosas. É comum acordar pensando no bolo de banana com nutella.

Bel Ami – um café com sopinhas, saladas e sanduíches, com palmas exaltadas para o de brie com amêndoas. Os doces também são ótimos.

Se der vontade de comprar, não se reprima.

Essa cidade desperta esses sentimentos na gente, desça pela Lexington até a altura das 60. Do luxo ao lixo, tudo está lá. Não serei eu a fazer a diferenciação. Cada um que compre o que goste e caiba no limite do cartão de crédito e nas malas – porque esse substantivo jamais está no singular quando se volta daqui.




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