Constantemente finjo para mim mesma que não ligo para compras. Nunca reservo tempo pra isso, não leio a respeito e faço beicinho quando alguém propõe. Tenho enxaqueca só de olhar uma foto de look do dia.

Basta a primeira sequência de lojas bonitinhas aparecer, para minha máscara cair. A minha preguiça de provar roupa é menor do que meu apreço por um vestido adorável. Em Berlim, meu fingimento acabou na Hackesche Höfe, que é uma espécie de galeria a céu aberto em Mitte.

De lá, meu objetivo era chegar no Monsieur Vuong,  restaurante vietnamita gostoso, mas levemente supervalorizado. Esse caminho demoraria 5 minutos a pé, mas entre a Rosenthaler Strasse e a Schonhauser 46, demorei três horas. São inúmeras lojas lindas, com roupas e sapatos feitos em sonhos por fadas trabalhadoras. Quem arrematou nossas economias nesse trajeto foram a Trippen – a origem dos sapatos modernos que tomaram o mundo -, a Sessùn – um tesouro de mimosa -, a Comptoir des Cotonniers – sempre ela, com os casacos mais adoráveis do mundo – e a Flip Flop – ordinária, mas bonitinha.

 




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