RUMO À FALÊNCIA

| COMPRAS

Não gosto de compras, nem entro em lojas. Duas vezes por ano, porém, fico possuída e compro como a mais feroz das consumistas. Em Nova York as crises são mais frequentes, confesso.

Multidões se entregam ao Woodbury Century 21 e outros lugares do gênero. Honestamente, não gosto. Acho que é uma economia boba. Se por um lado os produtos são mais baratos, a quantidade que se compra é exagerada, então a falência vem da mesma forma. Além disso, a experiência de compra é desagradável, em lojas caóticas e com muita gente gritando – coisa que também faço, mas não gosto de ter competição.

Se meu discurso parece elitista, meu comportamento em qualquer  farmácia prova o contrário. A Duane e a Wallgreens ficaram com boa parte da herança que seria dos meus filhos. Na Sephora e na Urban Outfitters a situação é ainda pior, mas não tenho intenção de me retratar nesses casos.

O lugar mais divertido pra compras é o Soho/Nolita, mas fujo da Broadway com a determinação que se evita uma pessoa com bafo.  As ruas periféricas são as mais legais, num quadrado imaginário que tem como limites a West Broadway, a Bowery, a Canal e a East Houston. Dessas, a minha favorita é a Elizabeth Street, que tem duas lojas geniais, que não tem nada de prático: Love Adorned, que começou com as lembranças de viagem que os donos traziam e a Le Labo, que é uma festa de fragrâncias (pergunte pela fragrance party). No meio do caminho, não perca a Comptoir des Cotonniers, que é uma franquia grande, mas com peças delicadas e casacos lindos.

3 restaurantes iluminam esse circuito:

Café Habana – a gente não cresceu em Cuba, mas juro que a comida daqui tem gosto de infância. O milho te deixa imunda, mas vale a pena.

Ed’s Lobster Bar –  O sanduíche de lagosta é inesquecível!

Tacombi – espaçoso, simples e delicioso. A quesadilla do governador,  de camarão com feijão preto, é esquisita, mas muito boa.

Fora desse circuito, a Capezio tem todas as roupas de dança que alguém pode precisar. Os collants e afins são tão irresistíveis que hoje que faço yoga vestida de bailarina. É patético! A parte engraçada da experiência é que você experimenta com umas russas que acabaram de chegar na Juilliard.




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