DESBRAVANDO O COLONIZADOR

| CIDADE BAIXA E CIDADE ALTA

Em Lisboa, nossa memória afetiva foi vorazmente alimentada pelo roteiro dos nosso amigos que moravam lá até outro dia e que são sabidos que só, a Fernanda e o Rodrigo.

Lisboa é uma cidade boa pra andar a pé. É a cidade das 7 colinas, então força na panturrilha pra aguentar o sobre e desce.

Dito isso, vamos começar pelo topo, que a gente não é boba. O Castelo de São Jorge fica em uma das colinas mais altas de Lisboa, e por isso tem um mirador que é o sonho de qualquer turista armado com um instagram. O jeito poético de se chegar ao topo é pegando o Elétrico 28, um charmoso bondinho amarelo, que por si só já é uma atração. Lá em cima, enquanto você passeia pelos muros do castelo e relembra as estratégias nas batalhas dos filmes medievais, não se esqueça de olhar para baixo e admirar a vista. Na hora de descer, vá flanando pelas ruelas da Alfama, o bairro charmoso que ganhou o nosso coração e o do Wim Wenders.

Chegando à Baixa, há de se visitar a Praça do Comércio, uma das maiores da Europa, que um dia já foi a entrada nobre da cidade aos chefes de estado que desembarcavam em solo, digo, em degraus de mármore portugueses. Hoje em dia recomendo o uso dos degraus para sentar enquanto banha seus pés (cansados de subir e descer colinas) no Rio Tejo.

No extremo oposto da praça está o Arco Triunfal que da acesso à Rua Augusta uma rua de pedestres charmosa, com restaurantes e boas lojas para vários tipos de impulsos consumistas. Logo ao lado do Arco fica o Museu do Design e da Moda, que tem um bom acervo, com uma expografia gira. Do lado de fora, toda a Rua Augusta também tem sido cenário de grandes exposições a céu aberto.

Ao final da Rua Augusta está a Praça do Rossio, onde fica a Estação Ferroviária do Rossio, uma construção fabulosa, no estilo Manoelino. A praça vizinha é a da Figueira, e lá você vai sentar pra comer umas tantas gemas de ovos, em forma de deliciosos doces portugueses, na Confeitaria Nacional.

Hora de subir para o Chiado. Não deixe de subir com classe, pelo Elevador Santa Justa.

Logo perto do Elevador fica o Museu Arqueológico do Carmo, a bela ruína da igreja do convento que foi destruída no terremoto de 1775, que obrigou o replanejamento e a reconstrução de boa parte a cidade de Lisboa.

Não sou eu que vou dizer para você não passar no café A Brasileira. Senta lá, toma um café caro, servido por um garçom mal humorado (o que não é exclusividade desse estabelecimento, verdade seja dita), faz aquela foto com o a estátua do Fernando Pessoa e segue seu rumo. Com sorte, no seu rumo vai estar acontecendo um evento fixe na Praça Luís de Camões. Se não, vá explorando tranquilo os bares da Cidade Alta, o bairro boêmio de Lisboa.




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