COMO NÃO AMAR?

| WEST VILLAGE

Nova York torna as pessoas passionais e elas gostam de se rebelar contra tudo. Quase qualquer bairro tem desafetos. O West Village está acima dessas rusgas. A beleza daqui está presente desde a arquitetura ao bolo de banana do Amy’s Bread  (Se esse não for seu sabor favorito, não se preocupe. Eles cobrem todos os gostos, como fica claro nos concursos de bolos dos domingos chuvosos.)

É fácil ser paparicado nos restaurantes, mas a vida tem mais adrenalina quando se almoça no Bar Pitti. Você não sabe se o garçom vai deixar você pedir parmesão ou a segunda garrafa de vinho, mas a comida vai ser boa e a experiência divertida. Evite os horários mais movimentados e lembre que seu cartão de crédito não vale nada por aqui. Deixa a sobremesa pra comer no Popbar, que tem os picolés mais lindos que já foram feitos.

De lá, há duas boas formas de se ficar à toa depois de tanto se empaturrar: ver um filminho, ou dois, no IFC, que é dos meus cinemas favoritos ou assistir um jogo de basquete numa quadra em frente. Eles devem ser uns meninos que vão pra lá depois da aula, mas me parecem da NBA. Nada como a ignorância.

Pra quem tem pouco tempo – e não vê razão para ficar apenas contemplando – é mais sensato se perder direto pela Bleecker Street e suas transversais. São inúmeras lojinhas, café e mais relevante, townhouses muito sedutoras, que despertam inveja mesmo nas criaturas mais desprendidas. Eventualmente você vai encontrar a primeira loja do Marc Jacobs. Depois, virão a 2ª, a 3ª e sim, ele chega na sexta. Não tem a menor relevância, mas são bonitinhas e a livraria é atraente.

Depois de bater tanta perna, siga até o High Line Park, que é lindo, e  jogue-se nos bancos de madeira enquanto os casais asiáticos namoram pelo Iphone. Dependendo do calor, dá para molhar os pés na água e fingir que o Hudson está ali. Algumas vezes, rolam uns shows, com direito a fanfarra.

Sincronizando o tempo, ou dando sorte, o pôr do sol no Boom Boom Room com uma bebida sobrevalorizada termina bem o dia e faz a vida menos ordinária. Não por acaso, dezenas de filmes, como Shame, usaram o bar como locação. Eles têm shows pequenos e supimpas, mas se não for o caso, desça e jante no The Standard Grill que nunca decepcionou. Ambos ficam no The Standard, que ficou famoso por ser todo de vidro e atrair hóspedes exibidos. A turma do voyeurismo bate palmas da rua.




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