A Rafa Tamm, codornete por vocação, conta um pouco de Coimbra, onde fez mestrado e aprendeu que falar português não garante que falemos a mesma língua, mas que os lusos saem ganhando porque as novelas ensinaram muito bem o que é celular, ônibus e cadarço.

“Coimbra está localizada entre as duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto, e traz uma sensação de déjà vu para quem conhece Ouro Preto. Não é apenas na arquitetura, disposição para festas ou grandes atividades culturais, mas também na geografia acidentada que faz você aposentar completamente o salto alto e pensar em dormir na rua porque seu hotel fica no alto do morro.

É possível conhecer os principais pontos turísticos da cidade a pé e o bom senso diz que  se comece do topo, onde está localizada a Universidade de Direito, seguir pelo Parque Verde, que fica as margens do Mondego, a parte baixa da cidade, e acabar na Quinta das Lágrimas – local onde D. Pedro se apaixonou e também perdeu Inês de Castro.

A Universidade oferece um passeio, a um preço simbólico, que inclui a Biblioteca Joanina (uma das mais belas do mundo e recheada de ouro brasileiro), Sala dos Capelos, Capela de São Miguel e a Prisão Acadêmica, e que estão localizados na parte mais antiga e próxima a Faculdade de Direito, o maior orgulho da Universidade. Como manda a tradição em terras lusas, Coimbra abriga muitas igrejas e, entre elas, a Sé Velha, localizada na parte alta da cidade, é a minha favorita, tanto pela arquitetura que lembra um forte-castelo como pela localização, que muda de fase a noite e se torna vizinha dos melhores inferninhos da cidade. O Museu da Ciência e Museu Nacional Machado de Castro também merecem uma visita, não apenas pelo seu conteúdo, mas para admirar as edificações. Os azulejos são outra preciosidade da cidade e podem ser vistos na parte mais antiga da cidade, adornando as Igrejas, a Universidade e os prédios públicos.

Os cafés de Coimbra também são passagem obrigatória, pois eles estão espalhados por toda cidade e essa pausa é indispensável no dia a dia dos portugueses. Destaque para o Tropical que está em um dos locais mais movimentados da cidade – Praça da República, a Galeria Bar Santa Clara com uma das vistas mais espetaculares da cidade e o café Santa Cruz, que fica na Praça 8 de maio, um dos mais antigos da cidade. Tremoços, amêndoa amarga e moscatel são obrigatórios.

Para os animados e jovens, Coimbra possui duas das maiores e mais tradicionais festas universitárias de Europa: a Queima das Fitas, celebrada em maio que é a formatura dos alunos e tem a duração de uma semana, e a Latada, que ocorre em outubro e que celebra a entrada dos ‘caloiros’ na universidade – ambas com grandes shows e muitas festas na cidade. A Queima tem início em um domingo, onde os alunos criam carros alegóricos e distribuem bebidas alcoólicas para os transeuntes, sendo considerado praticamente o Halloween dos adultos. Essa festa é melhor que carnaval, pois acontece ao longo de sete dias. A formatura dos alunos também inclui um ritual um tanto selvagem, que se chama rasganço, onde o uniforme tradicional usado ao longo da graduação é rasgado em praça pública pelos amigos do formando, ou seja, existe um período do ano em que é comum encontrar homens e mulheres correndo nus pela cidade.




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