Metade do Ovo de Codorna nasceu e mora em Brasília. Aqui se formou arquiteta, virou fotógrafa, descobriu sua paixão por viajar e por outras cidades, e assim reviu e reinventou seu amor por Brasília.

A outra metade veio para cá em uma espécie de reabilitação. Com dois anos,  precisava largar o vício que estava acabando com ela: o peito da mãe. Avós, tios e primos fizeram tudo que estava ao seu alcance para distraí-la e funcionou. Desde então, corre quando pode, o que por sorte nem sempre está relacionado ao abandono de dependências.

Brasília é uma cidade difícil. Metade do ano chove e no resto do tempo o nariz sangra, de tão seco. A cidade tem um ritmo mais tranquilo e até você entender o modo de usar, pode ser um pouco tedioso. Por mais que boa parte da capital seja um estouro de bonita, as quadras comerciais deprimem bastante. Ressalvas feitas, em algum momento, o estilo de vida singular que o reino do Niemeyer propõe te conquista.

O tédio supracitado fez com que a jovem população, filhos que vieram a reboque nas mudanças, precisasse procurar o que fazer na década de 70. Os brasilienses se tornaram, por consequência, especialistas do auto entretenimento. Em Brasília abre-se a casa para almoços, esportes, saraus e toda a espécie de comemoração. Famílias candangas recebem de uma forma fabulosa, como nunca se viu no Sudeste. Invariavelmente dá vontade de ficar. Situação difícil.

O truque para conhecer o melhor da capital é um bom amigo daqui, que te apresente aos segredos e agitos do momento. Nossa função é  desempenhar esse papel, ainda que a gente não te busque em casa. Falando nisso, vamos às particularidades:

  • Não tem jeito. Brasília foi planejada para o automóvel, e, sem ele, sua área de atuação fica reduzida. Um carro alugado e um GPS esperto te levam além.
  • A cidade é pequena, o que torna inevitável que você esbarre nas mesmas pessoas. Pense nisso antes de tirar a roupa e dançar em cima da mesa dos restaurantes.
  • Com raras exceções, o serviço na cidade decepciona. Tenha isso em mente e não se irrite por pouco.
  • O melhor da vida noturna local são as “festas em casa de neguinho”. O ingresso é uma caixa de cerveja, disposição pra dançar rock indie na sala de tábua corrida, e se jogar na piscina às 4 da manhã. Se for necessário, se humilhe nas redes sociais, mas garanta um convite desses.
  • Para saber o que está na pauta da cultura da cidade: Quadrado Brasília. As meninas sabem se divertir, comer, comprar e passear, e contam tudo.
  • Você pode voltar pra casa com uma camiseta “Fui a Brasília e lembrei de você”, ou com uma Catedral esculpida em pedra sabão, mas a gente espera que não. O Bsb Memo tem azulejos no estilo Athos Bulcão, placas incríveis e várias das fotos que ilustram esse post.

 

 




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