BANQUETE NO INFERNINHO

| COMER E BEBER NO MEATPACKING

Luz baixa, música alta e velhos com moças de vida fácil. O Buddakan é quase uma boate em Dubai. O problema, sério, é que a comida é sensacional e os drinques, fantásticos. Então, chego torcendo o nariz e saio sonhando com a volta. O spring roll de tartare de atum, o short ribs com cogumelos, o bacalhau negro glaçado e o arroz de lagosta seriam provavelmente meu último desejo no corredor da morte. Não quero apontar dedos, mas já vi gente repetir o banana pudding daqui. Três vezes. 

E já que você está no inferno – sim, o Meatpacking é o inferno – abrace o diabo e saia por aqui. A opção mais digna é assistir um show no Boom Boom Room, o  bar pretencioso do The Standart, onde a máfia russa domina algumas noites,  mas o serviço é gentil e a vista das mais escandalosas. Se a intenção for mais jovem, cruze o corredor da cobertura e chegue no Le Bain, onde o clima é tão relaxado, que as pessoas se jogam na piscina que fica entre os sofás de couro. Se gente encharcada – d’agua e de vodka – te atraírem, rume pra lá.

Se o clima for mais  tranquilo, rume ao Fat Cat e encontre jazz, sinuca, ping pong e jenga – meu jogo demente favorito. Lá é um centro de diversão sem fim, animado e acessível como poucos bares. Ninguém te olha de cara feia, nem conta quantos homens estão no seu grupo. O preço disso é beber vinho numa espécie de copo de requeijão. Pra mim, tá justo.

 




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