Os portugueses sempre gostaram de azulejos. Eles começaram simples, lisos e pequeno, no século XIII. Foram os mouros, mais espertos que eram, que ensinaram a turma da Andaluzia que os desenhos poderiam ser imensos, ousados e cheios daquele azul que nos emociona. Nessa época começou o que se de horror ao vazio – conceito estético auto-explicativo. O pessoal do Norte entendeu rápido e o Palácio Real de Sintra e a Velha Sé de Coimbra são os melhores exemplos de sintonia entre a arquitetura e a aplicação de azulejos.

Isso e muito mais se aprende no Museu Nacional do Azulejo. Eu, por exemplo, descobri que não posso viver sem o Raúl Lino. O edifício é lindo e o acervo é maravilhoso, com destaque para o impressionante painel 360º que mostra como era a cidade antes do incêndio.

Saia de lá, pegue um taxi e vá pro O Magano, em Campo de Ourique. É um restaurante andaluz, dizem eles, o melhor de Lisboa. Não é uma afirmação das mais modestas, mas a comida é boa pra burro. São pratos generosos em sabor, azeite, alho e coentros. Eu me apaixonei pelos cogumelos recheados e pelas migas com carne de alguidar. As sobremesas são lindas e não sobrou migalha do arroz doce ou da queijadinha. O mais interessante do restaurante, porém, é a atmosfera feita por portugueses cheios de entusiasmo e orgulho, coisa que não tem sido fácil de encontrar por essas bandas.




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