NOITES DA TERCEIRA IDADE

| VIDA NOTURNA

Detesto viajar com gente que acorda cedo e às sete da noite está exausto. Não suporto jantar em quarto de hotel para me preservar pro dia seguinte.  A noite é tão importante quanto o dia para conhecer bem uma cidade e em Nova York essa premissa se ilustra com perfeição. Esse conceito, no entanto, é relativo e aqui estão três programas noturnos democráticos, que não excluem velhos, grávidas ou crianças.

1) Lincoln Center – tenho todo amor do mundo por esse lugar.  De Nelson Freire à Cinderela, todos passam por lá sem jamais decepcionar. Para garantir, levo um lencinho na bolsa, porque essa gente é sapeca e adora fazer chorar.

Antes de entrar, é fundamental tomar uma casquinha no L’Arte del Gelato. Eles sabem fazer um bom sorvete. Se estiver frio, deixe essa ideia boba de lado e guarde seu apetite para depois. Algumas ideias:

Bar Boulud – uma versão mais casual do Daniel. Aquele, cheio de estrela no Michelin.

Salumeria Rossi – é uma  delicatessen muito boa, onde você sentar, comer o quiser e tomar vinhos fantásticos. Basicamente a descrição de um lugar no qual eu comeria terça, quinta e sábado.

Barcibo – é um wine bar bonito, com atendentes dos mais gentis e crostinis; risottos e tiramisu. A música é boa, mas baixinha, assim você pode falar sobre o show, sem ter que berrar. Perfeito pra levar um benzinho.

2) Broadway – musicais não são pra todo mundo. Não à toa. São três horas que, não raro, beiram a tortura. O problema é que quando é bom, é fantástico e a gente sai leve, com vontade de dançar na rua e se questionando por que abandonamos o ballet.

  • Anything goes – para dias de inocência e alegria.
  • Billy Elliot – a legislação é dura com as regras para atores mírins e por isso mais de 4 atores se revezam semanalmente no papel do protagonista. Como era de se esperar, uns são melhores do que os outros e talvez você fique com o pior Billy. Não há de ser nada, mesmo no cenário mais fatalista, o espetáculo é impecável e cheio de ternura.
  • Mary Poppins – não queria ter colocado esse. Logo eu, que sempre detestei a babá-cantora? No entanto, o avental que comprei na saída é a prova inquestionável que adorei o musical e meus olhos marejaram.
  • The Book of Mormon – está lotado até 2020, mas vai que você dá sorte. Cruze os dedos e acredite.
  • Wicked – como não amar a versão da bruxa do Mágico de Oz?

Fuja da Times Square e jante em qualquer restaurante listado na orgia alimentar.

3) São muitos os bons lugares de jazz. Um clássico é o Blue Note, que fica no West Village. É super famoso, então fica cheio, com bastante turista, mas os shows realmente são ótimos. Como nada é perfeito, não jante aqui.

Aproveite para comer no Corner Bistro, que é ao lado, com poucas opções, prato descartável, mas é a cura pra quase todos os problemas. O hamburguer é uma estupidez de bom! Se estiver com pressa ou preguiça, passe no Joe’s Pizza, que é a melhor pizza de balcão e  também sua grande chance de cruzar com o Woody Allen.

4) Falando nele,  Woddy Allen no Carlyle – é bem caro e a banda não é tão boa, mas quem se importa com isso quando sente uma baforada do ídolo na nuca? Você pode reservar uma mesa e jantar lá; reservar um lugar no bar ou arriscar entrar na hora. A primeira opção é a mais confortável e obviamente a mais cara. A comida não é incrível, mas a experiência fica fácil e agradável.




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